Nova versão traz vários ajustes na interface; vazamento não foi pirataria e sim descuido da própria Palm
Alguns proprietários do Palm Pre que tentaram retornar seus aparelhos à condição de fábrica “restaurando” o sistema operacional tomaram um susto neste fim de semana, quando descobriram que seus smartphones misteriosamente receberam a versão 1.2 do WebOS, que ainda não foi lançada oficialmente.
O processo de restauração apaga completamente a memória do aparelho e instala a versão mais recente do sistema operacional, baixada diretamente dos servidores da Palm. Segundo informações do site PreCentral, um funcionário da Palm confirmou que, erroneamente, a imagem da nova versão ficou online por algumas horas, tempo suficiente para que alguns usuários fossem “premiados” com a novidade. O software já foi retirado dos servidores da Palm.
A versão 1.2 do WebOS traz mudanças como a possibilidade de preencher informações de cobrança na loja de aplicativos, a App Catalog, algo de se esperar já que a Palm pretende começar a vender aplicativos neste mês. Além disso há melhorias na função de copiar e colar, mais controle sobre como o aparelho usa o GPS e triangulação de torres de telefonia para rastrear sua posição, busca progressiva (type to find) no programa de e-mail e opção para salvar imagens do navegador, entre várias outras pequenas mudanças.
O WebOS 1.2, que é baseado em Linux, ainda não tem data oficial para o lançamento. O site PreCentral alerta que, embora haja uma imagem da versão 1.2 circulando na internet, ela não deve ser instalada. Há o risco do Palm Pre tentar “atualizar” um aparelho 1.2 com a versão 1.1 (marcada como mais a recente), o que resultaria em um “brick” (tijolo, em português), termo usado pelos hackers e entusiastas para definir um smarphone que não funciona mais.
Ao contrário do iPhone, o Palm Pre realiza atualizações de sistema de forma automática, baixando os arquivos em segundo plano sempre que há uma conexão de dados ociosa e os instalando quando o aparelho não está em uso. Os usuários tem controle mínimo sobre o processo, limitado a adiar a atualização por no máximo uma semana. É essa atualização automática que pode “bricar” Palms hackeados.
Fonte: http://www.mentelivrebrasil.org/forum/index.php?topic=751.msg5680
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